Projeto de articulação de leitura da Escola Municipal Waldick Cunegundes Pereira utiliza obras do autor em sala de aula
Jéssica Moreira - Uma terça-feira (12) especial que ficará marcada na memória dos cerca de 150 alunos da Escola Municipal Waldick Cunegundes Pereira, localizada no bairro Santa Rosa, em Queimados. Assim foi a visita do premiado autor infantojuvenil Júlio Emílio Braz à unidade de ensino, que atende estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
“Essa interação é importante porque raramente alunos da rede pública têm contato com autores e isso cria uma aura de que somos ‘inatingíveis’, nascidos de família rica ou algo do tipo. A minha origem é a deles. Nasci em Minas, mas vim para o Rio aos 5 anos. Passei a infância no Corte 8, no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias. Depois, me mudei para a Favela da Maré. Essas visitas acabam com esse mito e fazem os estudantes entenderem que eles podem ser não só autores, como engenheiros, médicos, professores... o que quiserem”.
A articuladora de leitura da unidade, Valéria Villon, explicou o impacto positivo que as obras do escritor causaram na comunidade escolar desde a escolha dos títulos, que vêm sendo trabalhados em sala há cerca de três meses.

“Quando eu soube pela direção que deveríamos trabalhar um autor no segundo semestre, escolhi algumas obras do Júlio, que foram: ‘Pretinha, eu?’, que aborda o preconceito; ‘Um Dragão chamado João’, que foca na amizade; ‘Geraldo e a Fadinha do Pum’, que ensina mais sobre alimentação saudável; e ‘Os Dedos’, que trata da importância da união. De todos eles, o primeiro foi um divisor de águas na escola. Todas as crianças começaram a refletir sobre as atitudes discriminatórias que às vezes cometiam sem perceber e, por isso, também decidimos montar uma esquete sobre o livro”.
Imagens: Igor Lima/ SEMCOM - PMQ |
“Essa interação é importante porque raramente alunos da rede pública têm contato com autores e isso cria uma aura de que somos ‘inatingíveis’, nascidos de família rica ou algo do tipo. A minha origem é a deles. Nasci em Minas, mas vim para o Rio aos 5 anos. Passei a infância no Corte 8, no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias. Depois, me mudei para a Favela da Maré. Essas visitas acabam com esse mito e fazem os estudantes entenderem que eles podem ser não só autores, como engenheiros, médicos, professores... o que quiserem”.
A articuladora de leitura da unidade, Valéria Villon, explicou o impacto positivo que as obras do escritor causaram na comunidade escolar desde a escolha dos títulos, que vêm sendo trabalhados em sala há cerca de três meses.
“Quando eu soube pela direção que deveríamos trabalhar um autor no segundo semestre, escolhi algumas obras do Júlio, que foram: ‘Pretinha, eu?’, que aborda o preconceito; ‘Um Dragão chamado João’, que foca na amizade; ‘Geraldo e a Fadinha do Pum’, que ensina mais sobre alimentação saudável; e ‘Os Dedos’, que trata da importância da união. De todos eles, o primeiro foi um divisor de águas na escola. Todas as crianças começaram a refletir sobre as atitudes discriminatórias que às vezes cometiam sem perceber e, por isso, também decidimos montar uma esquete sobre o livro”.
Carreira voltada ao público jovem
Atualmente, o artista soma cerca de 170 obras lançadas, das quais a maioria aborda problemas sociais, sobretudo aqueles relacionados a crianças e adolescentes. O primeiro livro nessa linha é Saiguairu, de 1988, com o qual ganhou o prêmio Jabuti de Autor Revelação.
Dois anos mais tarde, escreveu roteiros para o programa Os Trapalhões, da TV Globo, além de algumas mininovelas para uma emissora de televisão do Paraguai.
Consolidado por publicações internacionais, o autor recebeu, em 1997, o prêmio Austrian Children Book Award, na Áustria, pela versão alemã do livro Crianças na escuridão (Kinder im Dulkern), e o Blue Cobra Award, no Swiss Institute for Children’s Book.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
deixe aqui seu comentário sobre esta notícia.